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Blue Madonna comprova a flexibilidade e o diferencial talentoso de BØRNS


2018 começou já bombando no mundo da música com diversos lançamentos. Para comemorar logo esse primeiro mês do ano,  fomos presenteados com o álbum Blue Madonna. Confira por que BØRNS começou o novo ano com o pé direito.


A carreira artística de Garrett Clark Borns começou desde cedo. O menino já era imerso em arte desde pequeno e isso só o fez desenvolver muito talento para ser quem é agora. No mundo da música ele chegou em 2012 com o EP A Dream Between. Mas ganhou mais conhecimento com o EP Candy, que trouxe uma de suas mais famosas músicas à tona, "Electric Love", que você provavelmente já conhece e sabe repercutiu as redes sociais, principalmente após um print postado por Taylor Swift. "Electric Love" também apareceu na série The Flash e teve uma apresentação exclusiva para o Vevo dscvr.  

O primeiro álbum de estúdio de BØRNS trouxe mais uma bela compilação de talento. Dopamine combinou músicas inéditas e músicas já lançadas. O hit da vez foi "American Money" que fez o cantor muito mais reconhecido.


Uma voz única e um estilo muito bem elaborado unem-se para trazer o diferencial do artista. A mesma mistura de indie pop com um pop psicodélico e rock alternativo que aparece no primeiro álbum, também aparece em Blue Madonna, o mais novo trabalho do cantor. Um álbum autêntico e cheio de talento. 

A primeira faixa, "God Save Our Young Blood", já se faz especial pela união da letra psicodélica que combina muito bem com a voz de ninguém mais, ninguém menos que Lana Del Rey. Ambas as vozes se encaixaram de um jeito suave e melancólico, num ritmo harmônico e alternativo perfeito. Obviamente uma das favoritas do álbum.



A segunda faixa é o carro chefe do álbum. "Faded Heart" me fez lembrar uma mistura do pop dos anos 1980 à la Madonna com o atual rock alternativo. A mistura gostosa faz parecer aquela música que nos traz o sentimento de nostalgia numa viagem pela estrada. E, ironicamente ou não, se Madonna é uma das inspirações do cantor, ele tá no caminho certo. 

Com um quê de electro-soul, "Sweet Dreams" é suave e relaxante. "We Don't Care" já retorna às raízes do rock alternativo num jeito meio Cage The Elephant. "Man" é outra das minhas favoritas do álbum, o indie pop se une ao electro-soul numa forma contagiante e viciante de ouvir.  "Iceberg" é diferenciada do jeito perfeito para se encaixar em trilhas sonoras de séries à la Stranger Things. 



O electro-soul desta vez mistura-se a um pouco de R&B e pop com "Second Night Of Summer", que também entra nas minhas favoritas do álbum pelo vocal estonteante do artista justo a um ritmo eletrônico muito envolvente. "I Don't Want You Back" segue um padrão parecido, mas o que desfavorece a canção são os efeitos vocais que, posso dizer, foram desnecessários. "Tension" é o interlúdio que pega novamente os elementos oitentistas que parecem influenciar bastante o estilo de BØRNS.

Logo vem outra faixa diferenciada, "Supernatural", que é uma daquelas músicas inspiradas nos anos 1980 para se tocar em discotecas. Em seguida é a faixa que nomeou o álbum, "Blue Madonna", e para a nossa surpresa, temos os vocais da Lana Del Rey novamente. A voz bem melancólica da cantora distorce a música de um jeito conquistante, que mistura o indie e o electro-soul de um jeito muito agradável. Mas a minha questão para essa música foi: seria essa uma homenagem a Madonna, inspirada na cantora ou a denominação de Blue Madonna vai para Lana? Seria Lana Del Rey a mais nova rainha do pop melancólica?



Por fim, o álbum apresenta uma faixa com um clima perfeito de despedida. "Bye-bye Darling" encerra teatralmente o Blue Madonna, que eu diria ter sido um ótimo trabalho. Lançando no mês do seu aniversário, BØRNS tem todo o direito de comemorar, pois foi ele que nos presenteou com esse talento.
Ele agora segue com a Money Man Tour pelos Estados Unidos e esperamos que ele anuncie novas datas logo, logo! Quem sabe o Brasil não esteja presente futuramente.