EDEN prova que vertigo é a mais nova representatividade do talento


De talento facilmente reconhecível, EDEN finalmente nos apresentou o que tanto esperávamos: o primeiro álbum de estúdio. Agora, se toda essa espera valeu a pena você vai descobrir a seguir com a nossa review de vertigo. 

O irlandês Jonathon Ng já vinha desde as redes sociais conquistando a gente com o "The Eden Project" e, eventualmente, ele se apelidou simplesmente de EDEN, pelo qual continuou movimentando sua carreira desde sua adolescência. Com esse novo nome e apenas 19 anos, ele lançava o EP End Credits, que sentimentalmente trazia o estilo que ele se encaixou. No ano seguinte, outro EP  já chegava a todo vapor. i think you think too much of me trouxe ainda mais popularidade para o cantor, que ainda tem muitas novidades a nos apresentar. 

Com um ano "desaparecido", a gente só podia esperar algo muito bom. Dito e feito! Jonathon reservou seu talento de forma grandiosa para essa nova era. Durante seu período em hiatus, ele voltou ao seu quarto (bastante conhecido através das lives que ele faz nas redes sociais) para compor o que nos surpreenderia de uma forma incrível. Chegou, então, o primeiro single: "start//end".


A melancolia presente nessa música (terceira faixa do álbum) é o que mais nos cativa a querer ouvi-la. Ainda percebemos o estilo que EDEN quis trazer para esse primeiro álbum. O ritmo que mistura indie, rock alternativo e EDM sempre esteve presente nas canções dele, e nesta, o acústico bem encaixado provoca a sensação mais triste e relaxante, o que parece que é exatamente o que deveria ser passado. A voz\exótica e exuberante do cantor ganha um destaque pelo tom melancólico e forte ao mesmo tempo. A letra é pesada, comprovando que o grande poeta ainda habita Jonathon. 

Continuando o período dos singles, ele lançou "gold" (oitava do álbum), que é mais otimista. O acústico se mantém cativante e viciante, mas o que dá o "gostinho" da música é a parte eletrônica após o refrão e todos os outros elementos eletrônicos muito bem encaixados, como só ele faz.  A letra mais uma vez não nos decepciona, parecendo algo como um relato de superação, um avanço e nova era. 


O terceiro single foi "crash"(sétima do álbum), de cara com a guitarra melódica e vocal marcantes. Uma letra um tanto quanto melancólica, o que parece falar sobre um amor ou algum sentimento destruído. Além da voz do cantor, uma voz feminina misteriosa entra perfeitamente na música para fazer os balanços conquistantes da música. O tom intimista que ele traz é compartilhado a outra voz nos fazendo viajar galáxias quando ouvimos. EDEN soube mesmo compensar a falta que fazia com apenas três músicas.

E ele não quis parar de emocionar, principalmente quando anunciou o seu primeiro álbum de estúdio, uma realização que muitos fãs esperavam alucinadamente. Agora que temos o vertigo, temos 13 razões para nos orgulhar. Três delas já foram apresentadas, as outras dez conhecemos quando começamos o álbum e encontramos "wrong", a primeira faixa, que introduz o álbum com vocais sobrepostos à capela de uma maneira incrível, acompanhados de uma letra muito bem composta.

A segunda faixa, "take care", é recheada de instrumentos, quase uma orquestra. Com puro talento, mais uma bem composta e, definitivamente uma das favoritas. A quarta faixa é "wings" e possui o que há de mais clássico em EDEN: vozes de fundo com efeitos como de rádio e telefones. Uma faixa que conversa com você e traz uma letra forte e linda.


Na sequência temos "icarus", que faz jus ao nome (na mitologia, Ícaro foi conhecido pela tentativa falha de voar, que resultou em sua morte), uma vez que a letra trata de uma "queda" sentimental, uma tentativa falha de demonstração. Além disso, os elementos eletrônicos estão muito presentes e fazem ser uma das minhas favoritas também. Após esta, é a vez de "lost//found", outra melancólica do álbum caprichada no tom intimista e um acústico muito bem encaixado, que parece que ele canta para você no quarto.

A nona faixa do álbum é "forever//over", que como todas as outras faixas classificadas com o símbolo "//" é melancólica, intimista e mais acústica. "float" é a que chega em seguida, a qual teve o vídeo lançado junto ao álbum. As batidas eletrônicas parecem vir de dentro de nós quando ouvimos. E, como não é novidade, a letra é muito bem composta e, ainda que não seja tão positiva, parece ser um pouco mais otimista, dessa vez.


Para continuar comprovando a qualidade do disco, "wonder" traz a letra tocante e os vocais destacados do cantor, outra que pode ser colocada nas favoritas por ser tão conquistadora. Logo em seguida, vem "love; not wrong (brave)", com um piano em destaque junto a voz de Jonathon, que melhora ainda mais pelo meio da canção, onde entram as batidas eletrônicas. A letra é um tanto quanto melancólica, afinal, já vimos que é isso que mostra o diferencial lírico do cantor.

Por fim, o álbum encerra com "falling in reverse", a qual parece ter o nome em referência a "icarus", mas é outra canção que possui os diálogos de fundo e parece conversar com você profundamente. Cantada como um conselho, ou um desabafo, a voz de Ng nos faz arrepiar durante a letra pura e tocante. Uma grande poesia para terminar perfeitamente o álbum.

EDEN soube exatamente como unir seu grande talento para a criação de um incrível trabalho. Se orgulho for a palavra certa, estamos muito orgulhosos com toda a qualidade trazida. Além disso, também estamos a espera da Vertigo World Tour aqui no Brasil! 

2 comentários:

  1. Cara, eu não acredito que você escreveu "voz feminina misteriosa". Não posso morrer sem sabem quem é a dona

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    1. Essa é uma ótima questão! Mas já parou pra pensar que pode ser mesmo outra pessoa ou apenas a voz dele editada? Em uma entrevista perguntaram para ele quem e era e ele simplesmente disse: "I don't know. Maybe Google that one".

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