Conheça a carreira de Pearl Jam, a maior sobrevivente do Grunge


Com um show dos caras chegando por aqui em março, nada mais justo que conhecer um pouco mais de uma das maiores bandas dos últimos tempos e sem dúvidas a maior sobrevivente do Grunge. Confira o nosso especial com as melhores faixas do Pearl Jam.

Consagrada como uma das bandas mais produtivas e bem-sucedidas das últimas décadas, o Pearl Jam tem uma sólida carreira repleta de faixas memoráveis e uma postura muito única de raramente lançar videoclipes e colocar os fãs em primeiro lugar, algo que ficou evidente na briga judicial deles com a empresa de ingressos Ticketmaster.

Originalmente chamada de Mookie Blaylock (em homenagem ao jogador de basquete de mesmo nome), a banda surgiu das cinzas da antiga banda de Stone Gossard (guitarra) e Jeff Ament (baixo), o Mother Love Bone, que acabou em 1990 com a overdose fatal do líder Andrew Wood, que foi homenageado no álbum Temple of the Dog da banda de mesmo nome, gravado simultaneamente com o primeiro álbum do Pearl Jam em 1990 e contando com quatro dos cinco integrantes originais da banda.

Era Ten – 1991
Iniciando em 1991 com o lendário álbum Ten, a banda surpreendeu pelo talento de cada um dos músicos, mas especialmente pela voz e pelas letras de Eddie Vedder. “Black”, a quinta faixa do álbum de estreia deles, é uma balada extremamente emocionante, com vocais viscerais de Vedder e performances incríveis de Dave Krusen na bateria e Mike McCready na guitarra solo.


Era pré-Vs. – 1992
Mesmo depois do lançamento do primeiro álbum, a banda continuou com todo o gás, agora com Dave Abbruzzese na bateria. As sessões de 1992 deram vida a canções da era Ten que haviam sido cogitadas para o primeiro álbum mas acabaram não entrando, sendo elas “Breath” e “State of Love and Trust”, que entraram na trilha sonora do filme Singles.


Era Vs. – 1993
Mais agressivo e direto, no segundo álbum o Pearl Jam adotou uma postura introspectiva em relação à mídia e não lançou nenhum videoclipe. Não por isso, Vs. deteve por cinco anos o recorde de álbum mais vendido em uma única semana, graças a singles como “Go”, “Daughter” e “Animal”. O destaque fica com a décima faixa do álbum, “Rearviewmirror” que tem uma letra maravilhosamente bem feita e uma performance incrível de Abbruzzese na bateria.


Era Vitalogy – 1994
Com um leve toque de experimentalismo, Vitalogy trouxe o Pearl Jam mais cru que o mundo já tinha visto. Lançado no meio da briga com a Ticketmaster, o álbum vendeu extremamente bem e ainda rendeu um Grammy pelo single “Spin the Black Circle”. Os singles “Not For You” e “Immortality” também merecem destaque. A canção mais memorável, entretanto, não foi single e sim a oitava faixa do álbum, “Corduroy”, uma das composições mais sinceras da carreira da banda.


Era pré-No Code – 1995
Em 1995 o Pearl Jam seguia numa fase bem cinza da carreira, ainda que estivessem fazendo sucesso com o álbum anterior. Neil Young recrutou a banda para gravar seu álbum Mirror Ball e durante esse período eles lançaram o EP Merkin Ball, que continha a faixa “I Got Id”, composta por Vedder e gravada com Neil Young na guitarra e o produtor Brendan O’Brien no baixo. A canção capturou muito bem o período morno e o clima estranho que rodeava a banda.


Era No Code – 1996
Ainda que ótimo, No Code é um dos álbuns mais fracos da banda, deixando claro que eles estavam tentando se encontrar e talvez ainda entrando em sintonia com o então novo baterista Jack Irons. A estranheza do álbum é tanta que tem até o guitarrista nos vocais em “Mankind”. Uma das poucas faixas memoráveis do álbum é “Habit”, uma das únicas que ainda carregava a agressividade dos lançamentos anteriores.


Era Yield – 1998
Marcando a volta da banda à boa forma, Yield levou os fãs ao delírio e trouxe faixas hoje chamadas de clássicas como “Given to Fly” e “Do The Evolution”, além da sensacional faixa de abertura “Brain of J.”. Não só o retorno à antiga sonoridade surpreendeu a todos, mas a falta de fillers do álbum chamou muita atenção, pois basicamente qualquer faixa poderia ser single. Uma das canções mais bonitas e bem escritas da banda, “Low Light” está presente no álbum.


A dança das cadeiras, ou melhor, do banquinho da bateria, ganhou seu episódio final com Matt Cameron, que assumiu de vez as baquetas e continua com a banda até hoje.

Era Binaural – 2000
Binaural trouxe uma sonoridade totalmente nova para a banda, com faixas muito mais atmosféricas e uma influência muito maior do pós-punk, ao invés do tradicional hard rock. Além das ótimas “Light Years”, “Evacuation”, “Insignificance” e a faixa de abertura “Breakerfall”, o álbum conta com a psicodélica “Nothing as It Seems”, canção-chave do álbum, que demonstra muito bem a procura da banda pela sonoridade própria.


Era Riot Act – 2002/2003
Em Riot Act o Pearl Jam ressurgiu com o riff-rock que os consagrou, mas de uma maneira diferente e mais bem produzida do que antes, e agora com o então novo integrante Boom Gaspar nos teclados, a banda renovou seu som de vez e passou a seguir a mesma linha desde então. Similar a Yield, o álbum não traz fillers e pode tranquilamente ser ouvido do início ao fim, contando com as maravilhosas “Can’t Keep”, “Thumbing My Way” e “I Am Mine”, além do maior destaque “You Are”, uma faixa única na discografia da banda.


Era Pearl Jam – 2006
Indo em direção a uma sonoridade mais comercial que os álbuns anteriores, a banda lançou o álbum autointitulado, que trazia o velho Pearl Jam em sua mais crua encarnação, nada além disso, sem surpresas, o que de fato já é uma surpresa para os fãs da banda. O ponto negativo é a falta de faixas memoráveis, o que fez o álbum passar meio despercebido. Ainda assim, o disco traz os destaques “Comatose” e a ótima “Army Reserve”, que revisita o estilo de Riot Act.


Era Backspacer – 2009
Se redimindo pelo lançamento anterior, a banda voltou em grande estilo com Backspacer, um disco recheado de clássicos e faixas tão boas que nem parecem ter esperado nove álbuns para ver a luz do dia. “Got Some”, “Force of Nature”, a linda balada “Just Breathe” e a maravilhosa “The Fixer” foram alguns clássicos instantâneos do álbum, que tem 100% de aproveitamento e também é um daqueles que se ouve do início ao fim sem cansar.


Era Lightning Bolt – 2013
Para Lightning Bolt, a banda não inovou muito, manteve a qualidade e a competência do disco anterior, mas não sem criar uma essência própria para o décimo álbum. Com baladas e canções agressivas na medida certa, o álbum trouxe o equilíbrio perfeito entre o novo e o velho Pearl Jam, demonstrando uma enorme evolução da sonoridade própria da banda. Os singles “Sirens” e “Mind Your Manners” fazem jus à ótima produção de Brendan O’Brien e “Infallible” destaca que a parceria Ament/Gossard ainda é uma das mais fortes em termos de rock moderno.


Atualmente
Nos últimos anos a banda tem excursionado por todo o mundo e não parece estar animada para gravar nada por enquanto, mas enquanto isso, continuam nos entregando shows maravilhosos, geralmente com mais de três horas de duração, uma presença de palco inacreditável para uma banda com tanto tempo de estrada, além de setlists sempre únicos para cada show.

Confira abaixo nossa playlist especial com todas as melhores faixas dessa banda incrível, enquanto esperamos ansiosamente pela presença deles aqui no Brasil em março.