Será que Blue Lips comprova uma evolução de Tove Lo?

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Com "Habits", a sueca chegou no alto do mundo da fama e fez todo mundo se apaixonar. Com o lançamento do seu segundo álbum, Lady Wood, Tove Lo já se mostrava mais madura e percebemos que aquele era o primeiro volume de uma nova fase. Será que a cantora manteve sua evolução?


Anunciado em 31 de outubro, Blue Lips é o segundo volume do Lady Wood, que trouxe uma era robusta, honesta, feminina e admiradora da Tove Lo. Igualmente ao primeiro, o volume 2 contém dois capítulos. Blue Lips faz uma transição do lindamente obscuro, brutalmente honesto (Lady Wood) para profundamente sensual, talentosamente envolvente.

Onde em Queen Of The Clouds ela mostrava uma Tove Lo mais adolescente experimentadora, já com Lady Wood ela ganhou maturidade suficiente para encaixar o talento. Blue Lips apenas pegou a base do seu antecessor e aprimorou as coisas. Ainda mais madura, a sueca encaixa muito bem os vocais com um tom de synthpop evolvente e elaborado. 

O álbum começa com "LIGHT BEAMS" com maiúsculas de chamar atenção ao capítulo que se abre com "disco tits", a qual mistura o clima dance com a letra muito sensual. "‘disco tits’ é sobre se perder com o seu novo amor. Ingênuo, excitante, sem consequências. A felicidade no seu ápice que está sentindo nesse momento", disse a cantora. 


A música da sequência é "shedontknowbutsheknows" que encaixa vocais ao pop eletrônico de uma forma envolvente e perfeita, podemos encaixar no top 3 do álbum! Logo vem "shivering gold" recheada de vocal e uma letra explicitamente sensual e amorosa. O bom ritmo se segue para "dont ask dont tell" que começa com destaque na voz de Tove Lo e menos elementos eletrônicos, algo que surpreende com a evolução.

Em "stranger" considero que seja o clímax do primeiro capítulo do álbum, porque é nele que chega uma guitarra com um potencial muito envolvente que acompanha o mesmo estilo de letra, desta vez um pouco mais obscura e romântica. E o desfecho do capítulo é com "bitches", com a letra afrontosa e uma pegada eletrônica bem Tove Lo.

Então se inicia o segundo capítulo "PITCH BACK", o qual parece fugir da sensualidade mais explícita, para uma sensualidade mais romântica, começando com "romantics" mais caprichada em elementos eletrônicos e contando com a participação de Daye Jack numa letra até que fofa, terminando com uma sarcástica frase do rapper: "autotune's really fun". A próxima faixa é "cycles", que parece contar uma historinha de um ciclo emocional da cantora. Ela conta com efeitos eletrônicos bem legais de ouvir e parece ter se tornado outro single do álbum.



Em seguida vêm "struggle", "9th of octuber", "bad days" que possuem um ritmo mais lento no álbum e letras um tanto quanto intensas. Além disso, os vocais foram bem trabalhados e se tornam conquistadores com variações de notas maiores e menores, diferentes do que as de antes vistas na cantora, que pareciam mais disfarces na voz com os elementos eletrônicos. Por fim, Blue Lips fecha seu segundo capítulo com chave de ouro na bem escolhida "hey you got drugs?". Coincidência ou não, ela refaz uma mistura (de forma bem mais madura) das faixas "Not On Drugs" e "Talking Body" do primeiro álbum e, assim, termina um álbum e começa uma nova era de Tove Lo, onde ela se vê profundamente sensual, sem medo e talentosamente envolvente, com boas cartas na manga. Blue Lips é uma obra de arte!