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Teria Bebe Rexha suprido as expectativas com seu debute "Expectations"?

Bebe Rexha sempre compôs na primeira pessoa, o que trouxe uma emoção extra ao saber que ela está, de fato, falando coisas da sua vida. Foi assim desde o início, com as pesadas canções do genial I Don't Wanna Grow Up - EP. 3 EPs depois, podemos agradecer a "Meant To Be" por ter sido um dos maiores hits do ano e dando a ela a oportunidade de lançar um álbum. Expectations chega com a grande promessa de firmar o nome da cantora como uma grande artista pop. Será que o disco atendeu às expectativas?

Depois de tanta ansiedade e espera, chegamos no seu debute, Expectations. O disco é coeso - mais do que seus EPs passados - e não teme em tocar em temas pesados, assim como arriscar em melodias bem contagiantes e letras bem boladas. Começamos com a brisa refrescante de "Ferrari", canção que pode soar estranha a princípio, mas logo estará grudada na sua cabeça - esse é um dos triunfos de Bebe como compositora.

"I'm A Mess" é o segundo single oficial e a escolha não poderia ser melhor. A canção tem uma temática bem triste (como a maioria dela), mas num pop bem composto e bem produzido. Sem dúvidas, na primeira ouvida você já vai cantarolar o refrão, que é certamente um dos momentos mais impactantes do álbum. Em seguida, vem a injustiçada "2 Souls On Fire", que apesar de ser uma parceria com o saturado Quavo, é extremamente divertida e sexy. É como se fosse uma faixa do Black Eyed Peas ou até como se fizessem uma versão mais lenta da "All In My Head", do falecido, porém eterno, grupo Fifth Harmony.


A sequência "Shining Star" e "Knees", apesar de pouco inspirada, traz ritmos diferenciados, como o groove latino da primeira e o deep-house calmo e fluído da segunda. Em seguida, a energia é levantada lá em cima com o hit "I Got You", que traz uma vibe dançante digna de receber o selo "Pop Perfection".


Logo depois, chegamos em uma das pérolas abençoadas do álbum: "Self Control". A música é algo que Rihanna poderia gravar e ter um #1. É simplesmente o pop em sua perfeição. A temática segue em "Sad", na qual ela canta sobre sempre ter se sentido mais confortável estando triste. É uma ótima composição e transição perfeita entre as canções: da curtição pra solidão. Saímos da ardência da primeira metade do disco para experimentar uma outra parte mais delicada e obscura do disco.

O clima fica ainda mais sombrio em "Mine", mas aqui é um triunfo: é uma música que poderia facilmente estar no seu melhor trabalho, I Don't Wanna Grow Up. O clima de tensão continua em "Steady", onde a cantora mostra uma química ótima com Tory Lanez, porém isso não muda o fato de que a canção ainda soa um pouco como filler, não adicionando nada muito marcante.

"Don't Come Any Closer" traz vocais angelicais da cantora e uma melodia inesperada e, de certa forma, nostálgica. Dá mais gás ao álbum, sendo um dos grandes destaques do conjunto. Continuando, temos "Grace", uma baladinha no piano, lindamente composta e com uma poesia fantástica. "Pillow" fecha o álbum em inéditas, sendo ela provavelmente a melhor do trabalho. A canção tem uma melodia cativante, triste, inspirada e ainda tem vocais surpreendentes de Bebe, podendo ser então considerado o momento mais genuíno do disco. Ao fim, terminamos o álbum da melhor forma: com a vibe positiva do sucesso "Meant To Be", ao lado dos caras do Florida Georgia Line.


Num todo, Expectations não é aquele álbum que você geralmente coloca pra tocar e deixa. Ao contrário disso, aqui você fica com várias músicas na sua cabeça e vicia, em fases. A quantidade de músicas talvez poderia ter sido menor, mas ainda assim foi uma amostra perfeita para Bebe Rexha mostrar ao mundo quem realmente é e do que é capaz. É um trabalho único, maravilhoso e muito melhor do que qualquer expectativa pudesse alcançar. Acima de qualquer outra coisa, a cantora já deixou firmado seu nome como a mais nova princesa das pistas. Podem apostar!