Dia da Visibilidade Trans: Descubra quais são os artitas trans em evidência no Brasil

Em celebração ao Dia da Visibilidade Trans, listamos os principais artistas trans da música brasileira contemporânea! Talento e orgulho não faltam nos nomes listados abaixo. Confira:

Linn da Quebrada

Linn da Quebrada, ou para quem é de sua intimidade, Lina Pereira, vem ganhando cada vez mais espaço e notoriedade no circuito cultural do Brasil. Embora suas músicas não tenham conteúdo leve, e sejam carregadas de críticas sem poupar os detalhes mais sórdidos da vida de uma travesti, Linn caiu no gosto do público pela inteligência e poder contido em suas letras militantes.

Além do bombado single "Bixa Preta", a cantora também carrega em seu repetório o tão elogiado Pajubá, seu álbum de estréia. Seu rosto parece familiar? Linn já esteve nas telinhas no seriado "Segunda Chamada", e protagonizou o documentário "Bixa Travesty" nas telonas. Sua arte e militância conseguiu estourar sua própria bolha e rendeu à cantora a escalação ao Festival GRLS! no dia 7 de março, onde apresentará seu show e participará de uma palestra com o tema "Cancelar e Ser Cancelado".

Liniker Barros


Liniker é mais conhecida como Liniker e os Caramelows, formação que conta com a banda que lhe acompanha desde o início da carreira, quando todos residiam no interior de São Paulo. O grupo viralizou em 2015, com a música "Zero", e a partir de então seu caminho foi bem próspero, produzindo faixas soul com raízes inconfundivelmente brasileiras.

Não faltam convites para apresentações no estrangeiro. A banda possui inclusive registros em grandes plataformas gringas de músicas, como o Tiny Desk, o SXSW e o COLORS. O segundo álbum, Goela Abaixo, lançado no ano passado, mostra amadurecimendo no som da banda, e o resultado é ainda mais impecável que o seu álbum de estréia, Remonta

Mel Gonçalves


Talvez esse nome ainda não seja tão familiar. Mel Gonçales era uma das integrantes da saudosa Banda Uó, a qual fez muito barulho no início de 2011, com paródia de músicas estouradíssimas no ritmo de brega. O sucesso foi tanto que rendeu à banda, 100% independente, o prêmio VMB de Melhor Webclipe! Infelizmente a banda teve seu fim em 2018, mas nos deixou três promessas com as carreiras solo de seus integrante

Mel é a que mais faz mistério quanto a lançamentos futuros, mas finalmente vem mostrando que seu retorno está próximo: a cantora vem organizando seu próprio bloco, Lua de Mel, para o carnaval desse ano. Podemos esperar, por óbvio, Banda Uó no repertório, e também algum gostinho do que podemos esperar de sua carreira solo. Independente de lançamentos futuros ou não, sua participação na música pop nacional é indiscutível e abriu caminho para o crescimento de outros artistas no gênero - o exemplo mais claro é o fenômeno Pabllo Vittar.

Raquel Virgínia e Assucena Assucena


Embora só Assuncena seja baiana, ambas são comumente chamadas de Bahias, vocalistas da banda As Bahias e a Cozinha Mineira. Começando como apenas colegas do curso de História da USP, a música foi ficando mais séria até que lançaram o álbum Mulher, em 2015, que contém com a maravilhosa faixa "Uma Canção Pra Você (Jaqueta Amarela)".

Depois disso, foram conquistando mais espaço na indústria, lançaram o segundo álbum, Bixa, e conseguiram algo que era inpensável até então - serem contratadas por uma das maiores gravadoras que trabalham no país. O fruto disso foi o ótimo terceiro disco da banda, Tarântula. Embora as vozes de Raquel e Assucena sejam bem diferentes entre si, juntas foram uma mistura harmoniosa, poderorosa e de dar arrepios. 

Urias

Você já deve ter visto esse rosto em alguns stories por ai. Urias é unha e carne com PablloVittar, e aproveitou o know-how da amiga para iniciar sua carreira como cantora. Começando com covers d'O Rappa e Azealia Banks, a cantora foi deu forma à sua carreira com o lançamento do seu ótimo EP Urias, que contém o single "Diaba" - que inclusive conta com um clipe de arrepiar.

Majur

E por falar em voz, temos Majur, uma artista que sabiamos tão pouco até sua participação no hit "AmarElo", de Emicida. Seu timbre é inconfundível, Majur é uma artista baiana que não deixa de demonstrar a influência da música africana em suas músicas. 

Dan Abranches


Dan atingiu maior notoriedade no Brasil após sua participação no programa The Voice Brasil, quando Michel Teló e Lulu Santos viraram suas cadeiras após o cantor surpreendê-los cantando "Believer", do Imagine Dragons. Infelizmente Dan não levou o prêmio para casa, mas o programa foi uma ótima plataforma para conhecermos mais esse talento escondido!

Pepita


Pepita dispensa introduções. A cantora atingiu certa fama antes mesmo de investir na carreira musical, com vídeos virais  e bordões. Mas, para nossa sorte, o convite de cantar um dia chegou, e hoje, é uma das poucas artistas que tem um hit do carnaval na bagagem. Ou vai dizer que "Chifrudo", sua colaboração com Lia Clark, passou batido em 2017? Experimenta gritar "Ei, Pepita" e espere a resposta quase que instantânea de um "RAN" vindo de qualquer direção. 

Triz


Triz gerou certo barulho em 2017 quando lançou a faixa viral "Elevação Mental" por se declarar rapper trans não-binário, e claro, pelo conteúdo de forte militância na letra. Triz foi importante para que a sociedade começasse a entender as diferentes complexidades dos corpos humanos.

Jup do Bairro

Jup, mesmo acompanhando Linn durante a turnê "Pajubá", começou a trilhar seus próprio caminho. A cantora já conta com duas músicas em sua carreira: "Corpo Sem Juízo" e "Vou Te F****", em parceria com a produtora Badsista

Kaique Theodoro

Não se engane, você já viu o rosto de Kaique por ai - o cantor dividia  a banda do programa Amor e Sexo com Pabllo Vittar. Hoje, segue lançando músicas mais voltadas para o funk e é um grande motivo de inspiração para outros jovens trans que desejam se aventurar no mundo da música em gênero poucos abertos à diversidade.