Review do novo álbum do Panic! At The Disco: Death of a Bachelor


Hoje (15/01), Panic! At The Disco lançou o quinto álbum da carreira Death of a Bachelor com Brendon Urie sendo o único que sobrou da formação original da banda, portanto o mesmo teve ajuda de Jake Sinclair, tanto na produção quanto nas letras.
O álbum não é tão forte liricamente como os anteriores da banda, fazendo com que a gente sinta falta de Ryan Ross – ex-membro da banda que tinha um dom poético incomparável. Porém em nenhum outro trabalho Brendon Urie expôs sua voz tão bem, ainda mais nas faixas “Death of a Bachelor” e “Impossible Year”, que trazem ao álbum um toque surpreendente do Jazz da mesma linha do grandioso Frank Sinatra.
Uma coisa que deveria ter sido levado em conta é, no entanto, a disposição das músicas na tracklist, pois as melhores estão primeiro então o álbum te deixa com altas expectativas para o final, que comparado com a primeira parte, não eleva o nível.



“Victorious”: A faixa pop rock é uma das mais divertidas do álbum e sou apaixonado pelo breakdown da guitarra nessa música, que complementa ainda mais o backdrop, o deixando mais animado ainda. E só de saber que Rivers Cuomo e Alexander DeLeon ajudaram Brendon a escrever a música, já dá pra imaginar o resultado descontraído e dançante que deu.
“Don’t Threaten Me with a Good Time”: A letra dessa música é basicamente um “Vou viver minha vida cheia de prazeres sem responsabilidades, e você aí não enche” e isso combina tanto com o estilo do Panic! At The Disco, ainda mais com melodias um pouquinho macabras, por mais que se trate de uma música animada.
“Hallelujah”: Provavelmente, é a que mais se parece com as músicas tradicionais do Panic! At The Disco. Foi o primeiro single e me lembro que quando lançou, todo mundo adorou, principalmente pelo refrão melodicamente animado.
“Emperor’s New Clothes”: Uma música bem sinistra – não é à toa que foi lançada uma semana antes do Halloween –, mas também é bem vibrante. Eu até diria que é a minha favorita, mas estaria mentindo, pois tenho várias favoritas. Mas firmemente afirmo que está no meu top 3.
“Death of a Bachelor”: Quando essa música foi lançada, me deixou de queixo caído. Apenas ninguém esperava por Brendon Urie incorporando um Frank Sinatra numa música romântica dedicada à esposa.
“Crazy = Genius”: É uma música que basicamente mistura um pouco de tudo. Tem uma pegada jazz com uma orquestra de fundo, porém no refrão o rock também vem para a composição. Acho que pode ser interpretada como excessiva, mas eu pessoalmente gostei do resultado.
“La Devotee”: Esse é o tipo de música que, com uma melodia parecido com um rock 80’s, dá vontade de sair pela rua dançando que nem um maluco sem ligar para a opinião dos outros.
“Golden Days”: Essa é uma das favoritas dos fãs, pelo que eu vi, e, assim me sinto uma ovelha negra pois não gostei muito. Mesmo gostando muito da guitarra nessa música, o ritmo parece meio confuso sem conseguir uma linearidade correta.
“The Good, the Bad and the Dirty”: Apesar de não ser muito fã dos outros versos, o refrão é uma explosão necessária para a música, que se mantém um pouco morta antes dele chegar. Porém, no geral, é uma música boa.
“House of Memories”: Eu diria que essa música é uma das mais misteriosas e teatrais do álbum e, consequentemente, uma das mais dramáticas também. Acho que está no meu top 5, realmente é muito boa.
“Impossible Year”: Mesmo não tendo gostado da disposição das faixas, achei genial terem deixado essa faixa tão emocionante por última. Depois de cantar sobre festas, bebidas e tentações, Brendon Urie se encontra em um clima completamente intimista, onde canta de forma vulnerável junto a um piano e uma orquestra comovente. Diria que é quase impossível não se arrepiar.



Mesmo não sendo aquele tipo de álbum que você para e fala “Eureka!”, Death of a Bachelor é sim um álbum muito bom, que facilmente indicaria para algum dos meus amigos e para vocês mesmo, pois vale a pena ouvi-lo sim. Brendon Urie como produtor dificilmente deixa a desejar e, nesse álbum, ele claramente fez um bom trabalho levando em conta que muitas das melodias do mesmo ficam muito na cabeça. Para mim, Brendon consegue continuar fazendo muito sucesso, e, mesmo aguentando essa barra sozinho, ainda vai colocar muita gente para dançar em festas, na rua, no quarto ou até no banho.