Esqueça os tempos difíceis e recupere as esperanças com o novo álbum de estúdio do Paramore


Os tempos difíceis acabaram, pelo menos para o Paramore, que promete ótima fase com a volta do baterista Zac Farro e um novo álbum de estúdio, que vai contra a corrente e traz uma sonoridade completamente diferente de tudo que a banda já fez. Veja o nosso review de "After Laughter".

Se o fim da banda já esteve próximo, "After Laughter" veio para mostrar que isso definitivamente não é mais uma opção, com faixas muito inspiradas e letras bastante sinceras, como o muito bem escolhido primeiro single, "Hard Times". A maior parte do álbum toma um caminho entre o pop e o indie, uma mistura ainda pouco explorada lembrando o Tame Impala, sem a parte psicodélica.

"Hard Times" serviu como faixa de abertura do álbum, algo que eu não gostei muito, mas não foi a pior escolha também, pois a faixa até que cumpre seu papel e dita bem o ritmo do disco. A letra é bem fácil de entender do que se trata, algo que acontece em praticamente todas as faixas do álbum.
O refrão da música chama atenção por ser bem chiclete e por dar uma passadinha, vejam vocês, pelo disco, aquele famoso gênero musical popular da década de setenta.


"Rose-Colored Boy" é tão animada quanto, mas fazendo um uso maior dos sintetizadores, e trazendo uma levada bem mais radio-friendly que a última, o que me faz achar que essa deve estar entre os próximos singles do álbum.

"Told You So" foi escolhida como segundo single e não é pra menos, a faixa gruda na mente com uma facilidade enorme. A percussão e a guitarra são os grandes destaques do instrumental. A letra parece ser uma indireta, mas eu não apostaria pra quem. Uma das minhas favoritas do álbum.


"Forgiveness" vem um pouco mais morna, sem muito alarde, mas te conquistando assim que o refrão aparece. Com um instrumental não muito convencional e uma letra muito bem construída, a faixa se posiciona facilmente entre as melhores do álbum.

"Fake Happy" tem um início bastante criativo, que logo muda pra real introdução da faixa, que segue uma linha mais emocional, liricamente falando e um instrumental baseado no pop rock, que na minha opinião só apresenta mais do mesmo, sem nada de muito especial.

"26" é a faixa mais calma do álbum e talvez a letra mais pessoal já escrita por Hayley e Taylor. Os arranjos de cordas da faixa produzem uma atmosfera ímpar e te fazem sentir como se estivesse dentro da música. Um dos grandes destaques do disco.

"Pool" devolve o ritmo ao álbum e traz uma levada um tanto familiar que lembra o famoso hit da banda "Ain't It Fun". A faixa é uma das mais bem construídas do disco e tem grandes destaques no instrumental, como a bateria de Zac que faz a cama perfeita para os sintetizadores que também são destaque. Eu apostaria que essa vai ser uma grande favorita dos fãs, incluindo eu mesmo.

"Grudges" novamente me soa familiar dessa vez de forma bastante evidente, se parecendo muito com "Escape Route", uma faixa bônus da edição deluxe do álbum anterior, não só no instrumental, mas também na letra, que coincidentemente também fala sobre recomeçar. No mais, as faixas também se assemelham por serem muito boas.

"Caught In The Middle" traz uma levada mid-tempo, na medida certa para não deixar o álbum cair demais. A letra fala da dificuldade de seguir em frente, algo que a essa altura vocês já perceberam ser um tema bastante recorrente no álbum. Por conta do tema um tanto saturado, a faixa não te prende muito, chegando até a soar cansativa depois de algumas ouvidas.

"Idle Worship" também não surpreende muito, trazendo novamente apenas mais do mesmo, com exceção da letra que finalmente muda de tema e fala sobre confiar mais em si mesmo ao invés de apenas se segurar em outra pessoa. O tipo de faixa que eu chamaria de descartável.

"No Friend" é a maior surpresa do disco, que apesar de ser uma faixa separada, na verdade é uma outro para a faixa anterior. Os vocais, um tanto confusos, são mais falados do que cantados e foram feitos pelo vocalista da banda MewithoutYou, Aaron Weiss. Particularmente achei uma das melhores faixas do álbum e gostei demais do conceito, bastante criativo.

"Tell Me How" vem continuando a tradição da banda de fechar os álbuns com músicas tristes (com exceção de RIOT!). Assim como "26", a letra soa bastante pessoal e melancólica, acompanhada por um instrumental bem leve, que inclusive traz Hayley no piano. Além do piano, o maior destaque da faixa na minha opinião é a guitarra, que apesar de sutil cria o melhor clima possível para a faixa.

Superando as expectativas de todos, inclusive as minhas, o álbum de retorno do Paramore não decepciona e traz um trabalho consistente que não perde em nada para nenhum dos outros lançamentos deles e ainda conquista um público ainda maior do que a enorme base de fãs da banda. Para você que não é chegado em grandes mudanças de estilo, o meu conselho é ouvir este álbum como sendo o único deles, aposto que soará muito melhor que o esperado.

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