Tame Impala e a psicodelia dançante de "Borderline"

Liderando vários festivais da gringa, inclusive o Coachella, Tame Impala está com tudo nessa nova era. O seu mais novo single, "Borderline", é a prova viva desse sucesso. Usando e abusando de sintetizadores e melodias tão singulares, a banda promete mais um grande hit.

Após a aclamação da crítica e o sucesso mundial do último álbum Currents, Tame Impala está continuando seu legado com "Patience", o carro-chefe do próximo disco, e agora o segundo single "Patience". A banda mantém sua essência, mas mirando agora em um target ainda mais mainstream e comercial. Os floreios instrumentais da banda continuam iluminando a faixa de um jeito criativo e realmente envolvente, contando ainda com a letra reflexiva que já fez o grupo tão popular entre os fãs de música alternativa nos últimos lançamentos.

Mas agora, com a nova faixa, o grupo vai ainda mais além. Apostando em influências de batidas do movimento House Balearic, Tame Impala amplifica sua psicodelia de sempre em camadas Disco extremamente eletrizantes, feitas sob medidas para as pistas de danças. O baixo já diz tudo: é um hit indiscutível. E, por mais que tenha a marca registrada de anos da banda, a canção ainda ousa em melodias mais despojadas e urbanas, parecendo até como uma produção de Travis Scott ou de The Weeknd.


Além da produção incrível, "Borderline" é um hino que também nos leva a refletir. Versos como "We're on the borderline/Dangerously far and all forgiven" servem de contexto para abordar o mundo de incertezas e instabilidades que nos rodeia. Na canção, Kevin Parker faz uma viagem por suas inseguranças e pensamentos mais pessoais com versos diretos e retos sobre o caos que assombra a todos mundo afora. A faixa, de certa forma, conforta quem a ouve.

Sobretudo, podemos esperar mais era de grandes canções, poesias e sucesso para o Tame Impala. Ainda não temos informação sobre o novo disco, mas, com "Borderline", já podemos garantir que a fluidez mágica da banda continuará a reinar.