Em entrevista exclusiva, Di Ferrero conta tudo sobre o seu novo EP "Sinais - Parte 1"

Após alguns singles, Di Ferrero finalmente lançou o primeiro EP de sua carreira, Sinais - Parte 1. Com 6 faixas, o EP viaja pelo pop rock, hip hop e uma boa dose de eletrônico, explorando todas as cores do artista multifacetado que é Di atualmente. Aproveitando o momento, o cantor contou tudo pra gente sobre o novo projeto em entrevista exclusiva.

Lançado pelo selo da Universal Music, Sinais - Parte 1 marca um momento decisivo para a carreira de Di, o que fez com que o artista saísse da sua zona de conforto e viajasse por sonoridades pouco experimentadas anteriormente.

Vemos isso nos diferentes temperos que cada canção agrega ao EP: "Seus Sinais" traz um violão percussivo suave e cativante; "Viver Bem" abre a tracklist com um pop rock bem positivo e solar; "Diamante Raro" traz vocais melodiosos e belos falsetes na companhia do colega do NX Zero Gee Rocha; "Outra Dose" surpreende com a musicalidade latina influenciada por reggaeton; "Não é Tarde Demais" mistura guitarra com belos arranjos eletrônicos; e "Vou Te Levar" fecha com com chave de ouro ao som dos beats do Tropkillaz.


Com tanta novidade, batemos um papo com o Di e ele nos contou tudo sobre esse novo momento de sua carreira e sobre o processo criativo do EP: 

KT: Você já havia lançado singles, mas amanhã você lança já o aguardado primeiro EP da carreira solo. O que o Di de 10 anos atrás o que pensaria deste novo projeto?

Di: Eita, deixa até eu dar uma rebobinada (risos). Bom, meus planos são muito em cima do que estou vivendo naquele momento, então eu não teria ideia do que estaria fazendo aqui agora. Como o próprio nome diz, eu escuto "sinais" e vou seguindo. Eu não me imaginava como estou hoje há 10 anos atrás, mas fui surpreendido com o melhor momento da minha vida que é o que estou vivendo como pessoa e como artista.

KT: Qual foi o norte para esse álbum? De forma geral, como todas as faixas amarraram juntas e o que elas representam?

Di: Como você falou, eu havia lançado singles e até chegar nesse processo de entender quem eu era na música individualmente foram muitas experimentações e tentativas. Desde um alter ego até compor outras coisas, isso até antes da carreira solo. Pensei até em só ir viajar, dar um de Tiago Iorc e vazar (risos). Até que eu comecei a achar músicas que mostraram meu caminho.

E o EP consegue imprimir tudo que eu estou passando. Os produtores do projeto tem uma história bem parecida comigo e já tocaram em banda. Então todo mundo sabe da minha jornada e onde a gente pode chegar. Comecei todas as músicas no violão e a partir daí a gente ia seguindo, então todas elas se entrelaçam musicalmente por esses motivos. E, pelas letras, por retratar os bons momentos que estou passando, por estar vivendo algo que eu quero e que me deixa feliz. Já dá pra sentir isso logo na primeira música "Viver Bem".

KT: Qual foi o maior desafio durante o processo criativo do EP?

Di: Eu estou fazendo as músicas no meio de muitas outras coisas em paralelo. Mas é uma pressão boa que eu coloco em mim, porque eu estou sempre na ativa e a música me ajuda a botar pra fora um monte de sentimentos. Então, o maior desafio foi não deixar essa pressão me dominar no sentido negativo, e sim positivo.

KT: Você, vindo do rock e suas variantes e agora lançando músicas tão plurais que passeiam por outros campos, o que tem a dizer sobre essa mudança? Muita gente fica presa ao passado e o que você teria a dizer para elas?

Di: Geralmente, quando você está triste é porque você está apegado ao passado e quando você está ansioso é porque está muito preocupado com o futuro. Eu aprendi a focar no momento e respirar, pois é quando tudo acontece. Então com o foco no agora, consigo enxergar mais as coisas que eu amo e é isso que eu recomendo a todos.

KT: Agora falando da música de trabalho “Seus Sinais”, como foi que ela aconteceu e por que decidiu ela para representar o projeto como um todo?

Di: Putz, eu gosto de todas, então foi muito difícil de escolher, ainda mais para um geminiano (risos). Mas toda a minha equipe ouviu junto e essa foi a saída. Ela tinha até outro nome quando eu toquei pela primeira vez. Eu fui tocá-la no programa Só Toca Top e o nome dela era "O Sol Não Saiu Mais". Só que eu tava achando muito grande e meio deprê, inclusive. Aí, o Lulu Santos estava lá no camarim do lado, daí eu toquei pra ele e falei que não estava gostando do nome. Aí, ele falou que tinha que ser "Seu Sinais", daí eu concordei. Mudamos ali na hora mesmo. Ele deu esse "sinal" pra mim (risos).

KT: Tem alguma curiosidade que os fãs ainda não sabem sobre o novo álbum?

Di: Bom, ele tem duas partes. Essa é a primeira e a segunda chega daqui uns três meses. E nessa segunda parte tem dois feats que eu muito ansioso pra falar, mas não posso ainda. Outra curiosidade é que eu gravei "Viver Bem" durante a gravação do Show dos Famosos, quando eu fui interpretar Alceu Valença, daí fui logo gravar essa música e acabou sendo em um estúdio dentro da casa da Elba Ramalho (risos), e eu nem sabia. A gente conversou um monte sobre a vida e outros assuntos que nem imaginava que ela curtia, como ufologia (risos) e um monte de coisas. Aí acabou saindo um som super positivo.

KT: E falando dos próximos passos, o que você pode contar pra gente? 

Di: No dia 30 de agosto, eu estreio a turnê em um show com a Iza, na Audio Club, em São Paulo. Aí, depois disso, vou rodar o Brasil com o novo repertório e as coisas que eu fiz com o NX também. A segunda parte vai ter uma ligação grande com essa primeira, vão ter alguns feats, e estou muito empolgado!