Maggie Lindemann se liberta com a essência visceral de seu EP "PARANOIA"

Conhecida por ter sido nomeada em 2016 como a estrela pop em ascensão com o hit “Pretty Girl”, Maggie Lindemann tem revelado nos últimos anos seu verdadeiro "eu". E, agora com seu novo EP PARANOIA, a cantora realmente se transformou e emancipou a artista que tem tudo para liderar uma nova onda da música alternativa, junto com nomes como YUNGBLUD, Machine Gun Kelly, Poppy, jxdn e Ashnikko. Ao mesclar melodias ácidas com um pop punk arrebatador, a artista provavelmente já garantiu seu lugar na lista de lançamentos mais surpreendentes de 2021.

Apesar de já estar há um tempo sob nosso radar e ter até alcançado um sucesso viral e esporádico anos atrás, é com esse EP que Maggie Lindemann inicia sua carreira da forma apropriada e do zero. A própria cantora já admitiu que seus singles da era pop não a representavam por completo e eles foram frutos de pura pressão da gravadora em enquandrá-la ao nível mais mainstream.

“Quando comecei, queria fazer música alternativa, lenta e sombria. Comecei a trabalhar com uma gravadora e tornou-se um pouco mais mainstream, o que, na época, estava disposta a fazer porque gostava e queria ser um grande artista. Acho que logo depois de lançar, percebi que não queria fazer esse tipo de música. Simplesmente não é para mim; Eu não danço, não sei como mover meu corpo ao som da música pop, me senti estranha.”, contou ela à 1883 Magazine.


Mais confortável com seu som e identidade artística do que nunca, Maggie Lindemann apresenta o EP PARANOIA como um grito de libertação completo. Trata-se de um passo corajoso, visceral e muito autêntico para sua carreira. Neste trabalho, ela se equilibra entre batidas flamejantes de pop alternativo e fortes melodias pop punk que resgatam o legado deixado por Avril Lavigne e Paramore em seus anos dourados. O contraste de seus vocais celestiais e os instrumentais possessivos desenham uma atmosfera sombria e hipnotizante.

Já começamos com o carro-chefe “Knife Under My Pillow”, que traz o pop punk nostálgico que a gente tanto ama acompanhado de uma produção frenética e grandiosa. Logo em seguida, ficamos de queixos caídos com "GASLIGHT!", a faixa mais pesada do projeto que tem Siiickbrain entregando versos em screamo. A atmosfera áspera e agoniante toma conta.

E a adrenalina continua a todo vapor com "Scissorhands", faixa em que Maggie revela sua dificuldade em criar novos lanços através de analogias com o clássico de Tim Burton, Edward Mãos de Tesoura. A guitarra aqui ganha uma dimensão robusta e flerta com influências do metal perfeitamente. A mesma vibe se amplia para a canção seguinte, "Crash and Burn", em que a cantora narra uma relação instável de forma revoltada e nostálgica. 


Apesar dessa personalidade impulsiva de rockstar ser o maior atrativo do álbum, também temos momentos muito preciosos quando Maggie se entrega à vulnerabilidade entre versos bem escritos e melodias mais introspectivas. É o caso da deslumbrante "Loner" e a romântica "Love Songs", que traz instrumentais puramente acústicos e nuances muito genuínas e sentimentais.

Chegando ao fim, temos um dos pontos mais altos do EP: "Different". A faixa tem momentos mais calmos, mas logo se transforma em uma mistura assombrosa e agitada de melancolia. Entre instrumentais contagiantes e acelerados, Maggie Lindemann revela um esplendor poético admirável e ao mesmo tempo sombrio. "Eu só quero ser alguém diferente de mim às vezes.", canta ela após o refrão. E para fechar com chave de ouro, temos a síntese perfeita com "It's Not Your Fault", onde a artista canta de forma indomável e confiante sobre temas de ruptura amorosa, independência e tragédia, o que resume devidamente a essência do EP PARANOIA

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